terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Carta de Amor




Na semana passada a minha professora de Português pediu-nos para fazermos uma carta de amor, isto, no seguimento da leitura de um poema de Fernando Pessoa acerca das cartas de amor. Assim, após vários rascunhos e algum stress o resultado foi este, que pode ser lido já de seguida.



Meu bem mais precioso,
Sem dar por ti surgiste na minha vida como uma nuvem que surge no céu num dia de primavera, em que os passarinhos passeiam e se apaixonam pelas cores suaves e hipnotizantes das flores que cheiram como mil frascos de perfume eterno. Tornaste-te a luz que precisava para iluminar a noite da minha vida e como que numa explosão, tornaste-te na Lua do meu céu estrelado. Cada estrela, fiel testemunha do nosso amor, pode provar o sentimento, o desejo, o carinho, o amor que me preenche desde que decidiste fazer parte de mim, desde que eu decidi fazer parte de ti.
Amo-te! Que palavra tão usual, tão simples… O que nos liga é mais que amor! Não sei o que é, não sei porque é que existe, apenas sei que é algo que me possui, algo que me encandeia o coração como se o teu amor fosse um farol. Um farol que me guia e me leva a porto seguro, um farol que me leva até casa, que me mostra o meu lar, que me mostra que o meu verdadeiro lugar é ao teu lado, junto do teu amor.
Não desapareças, nunca me abandones porque se alguma vez decidires voar daqui para fora, se alguma vez seguires outra direcção que não seja a do nosso amor, o meu mundo vai voltar à escuridão de uma gruta submersa por águas turvas e frias que obstruem o meu coração de ver a beleza do mundo. Só faz sentido emergir dessas águas se te tiver à minha espera para me puxar para dentro do barco, acolher-me nos teus braços e secar-me com o calor do teu corpo e do teu coração.
Às vezes, dou por mim a pensar porque me fazes tão feliz, porque quando estou contigo nada mais existe, no fundo, porque é que és a minha vida? Apesar de não saber responder com exactidão, sei que o teu olhar me aquece, sei que és meu, sei que o teu abraço é o meu abrigo, sei que és a minha nuvem fofinha que me ampara das quedas deste grande céu que é a vida. Estás sempre comigo como se fosses um anjinho da guarda que me protege de todo o mal, e mesmo quando não consegues evitar esse mal, estás lá, confortas-me, dás-me tudo o que é teu, envolves-me em ti e fazes-me a mulher mais feliz deste mundo.
Simplesmente, não há palavras, fomos feitos um para o outro, como o mar para a terra, como o sol para a lua, como as abelhas para as flores, como os anjos para as estrelas. Serás sempre o meu amor, o meu ideal, o meu anjo. Serás sempre o meu cavaleiro andante e eu, aquela que anseia cavalgar contigo para sempre nas dunas imensas do deserto.
Daquela sempre tua

3 comentários:

Charlie, The Sinner disse...

Ahah no ano passado também tivemos que fazer isso! A minha está aqui: http://egoandi.blogspot.com/2008/02/blog-post.html

E o mais giro é que não serviu para nada, nem teve efeito no alvo em causa :( Águas passadas, ainda bem que tudo foi assim :D

Beijinho

Krystal disse...

Está lindooo Paulinha, mm mt bem escrito ! =)

Bjinhos

Rita Catita disse...

Só te posso dizer que é realmente um carta de amor: ridicula, como o meu fernandinho sempre disse(no bom sentido claro)!

Gostei imenso da carta, está linda, quando precisar de uma para um namorado vou imprimir a tua e dar-lha. xD

Adorei sério, sério!